domingo, 14 de agosto de 2011

Contribuição Espontânea

Sempre acreditei que o que é espontâneo é melhor. Mais simples, sem amarras, sem cobranças, mas já me deparei em algumas conversas tensas, sobre contribuições religiosas.
Recentemente soube da obrigatoriedade da contribuição dos muçulmanos de 2,5% ao ano sobre o que eles recebem dignamente com seu trabalho. Grande parte da comunidade, pelo menos os que vivem no Oriente Médio e África, carecem de tudo. Fiquei curiosa em saber á que se destina, mas não o suficiente para seguir pesquisando. Afinal, para quem passa fome, calor, frio, sede, doenças, 2,5%, me parece inadequado. Porque é no culto á sua fé, que muitos homens e mulheres esqueçem estes desabores da vida. E precisam pagar? Bem, não quero me estender, apenas refletir um pouco.
Cada um sabe da sua vida. Do seu dinheiro, ou da falta dele, mas quanto a obrigatoriedade de contribuições religiosas, me posiciono Contra. Totalmente contrário ao que o povo espera da religião e de seus líderes, tenham o nome que tiverem.
Tenho uma grande amiga Evangélica, contribuinte em sua igreja e para seu pastor, com quem já conversei e ouvi seu ponto de vista. Obviamente, baseado na sua religião. Explicação: Propagar a crença evangélica e manter o pastor, que se dedica exclusivamente a igreja.
Ela se sente feliz e concordamos em algo, o importante é ser feliz. Se para isto ela tem que pagar, então ok.
E por aí vai, centros espíritas, terreiros, etc., todos pedindo contribuição.
Onde está a gestão?
E a propagação espontânea das religiões?
E a naturalidade?
Não posso deixar de citar um fato que vivi recentemente em um centro espírita.
Inicialmente fui muito bem recebida, em pouco tempo me pediram uma ajuda, depois sugeriram depósito mensal e no final, para mim, rifas e outros pormenores. Alegavam de tudo. Coisas que estavam relacionadas diretamente a gestão. Exemplo: precisamos pagar a luz, a água, a faxineira. Não pediam para o aluguel porque o imóvel era emprestado. Absurdo. Detalhe, o mesmo casal que praticava a mendicância, moram em uma residência própria, em bairro nobre, e tem como carro, uma caminhonete importada. Se auto intitulavam presidentes da casa, mas não conseguiam pagar as despesas básicas sem pedir. Em uma determinada ocasião, foram passar o final de semana na Serra Gaúcha e quando retornaram, passaram uma caixinha para o pagamento da luz.
Sem mais comentários!
Deixo ao critério dos leitores, pensarem se eu exagero ou se é mesmo um absurdo os fatos. Somente um porém, quando começei a frequentar, e gostar, ninguém me avisou que eram os frequentadores que pagavam as contas. Pequeno detalhe, em?
Vemos absurdos e abusos cometidos em nome das religiões, que para mim, também é uma forma de violência. Assunto muito falado esta semana.
Chega um momento que a população começa a se rebelar, seja pelas injustiças sociais, políticas ou religiosas. Uma explicação simples para os conflitos atuais nos continentes.

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